sábado, 12 de setembro de 2015

Aleatoriedades.

Sábados. Ahh... sábados. Como eu odeio essa porra. Não tem nada. O dia é muitooo quente. Eu me irrito com tudo, irrito com o fluxo do sangue passando pelas veias (?), me irrito por ter cabelos, meu nariz me incomoda.
Não consigo fazer nada porque não se lidar com tempo. Aliás, não estou conseguindo fazer nada. Não leio, não vejo séries, não desenho, não assisto filmes, não estudo, não durmo, não vivo.
A Jout Jout é muito engraçada, adoro ela.
Eu tenho impressão de que as pessoas não gostam de mim.
Eu não sei conversar.
Não sei cortar folhas sem deixar tudo torto.
Não consigo me organizar e eu sinto a bagunça da minha vida caindo sobre meus ombros. Perdi meus fones.

terça-feira, 28 de julho de 2015

O relacionamento conturbado com a arte e a auto-piedade

Desde muito pequeno tive um contato forte com a arte. Seja nas paredes da casa, com os quadros do meu avô e do meu pai, seja nas inúmeras tirinhas da Mônica que lia, ou nos incontáveis desenhos que fazia e espalhava pela casa. Posso dizer que fui uma criança artística, rs. A medida que fui crescendo, fui tomando mais consciência do que produzia, ou seja, comecei a achar aquilo tudo uma merda.
Sim, posso dizer que sou uma pessoa bastante auto-piedosa. Sou aquele que rasgou todos os desenhos que fez em um ano por 'não serem bons o suficiente'. Alguém que desiste fácil, confesso.
Me lembro de que no ano passado, decidi que queria pintar. Comprei uma daquelas tintas guaches que a gente usa na escola, e um pincel. O resultado saiu desastroso, a tinta toda escorreu. As outras ilustrações também não correram muito bem. Com o tempo, consegui acertar. Até que descobri que estava fazendo aquilo da maneira errada. Estava usando um pincel de cerdas duras, e que com a técnica aguada o resultado não sairia muito bem. Para minha alegria, eu tinha um desses pincéis macios para aquarela.
 

Não posso afirmar que sou um bom artista. Conheço gente aí que desenha mil vezes melhor. Mas isso não é motivo de eu parar de fazer algo que eu gosto. Essa auto-piedade é algo incrivelmente bobo. O melhor é simplesmente calar a bocar e ir fazer o que gosta.

domingo, 9 de março de 2014

A Bruxa de Abril e Outros Contos - Ray Bradbury



Eu peguei esse livro por dois motivos: primeiro porque tinha o nome Bruxa no título e segundo porque eu queria ler algo do Bradbury. Eu pensei que começaria por Fahrenheit 451, mas como eu vi esse livro na biblioteca, eu não perdi tempo, peguei.

O livro é uma coleção de contos. Bradbury sabe escrever os melhores contos. Um dos melhores livros de contos que eu li até agora. Ele encerra todos os contos com um quê de "deixa a entender". 
Ele consegue usar as palavras certas, dando um tom poético e descreve bem sem tornar abusivo.
O Bruxa de Abril é o primeiro conto. Trata-se de uma jovem bruxa que nunca se aventurou no amor e decide saber o que é se apaixonar. Acontece que as bruxas não podem se apaixonar, porque caso aconteça, elas perdem seus dons extraordinários. Mas ela usa o seu incrível poder de dominar as mentes humanas e assim entra na cabeça de uma jovem moça para poder 'experimentar' um pouco do amor.
O segundo conto, A Sirena do Nevoeiro, foi o que eu menos gostei. Ele fala de um monstro que vive adormecido submerso no mar e que desperta com a sirene emitida por um farol e sobre o fascínio que ele exercia sobre um homem.
O terceiro conto, chamado A Savana, trata-se de uma família que compra uma daquelas casas "tecnológicas" que fazem todos os serviços por você. Essa casa tem uma sala de recreação para as crianças que cria uma paisagem realista dependendo do que quem estiver nela está pensando. Só que as crianças criam uma savana violenta, com tigres sanguinários e o que antes era uma solução para o estresse das crianças, acabou virando um problema.
E por último, o conto O Outro Pé fala da ida dos negros a Marte, se estabelecendo por lá. Só que uma nave de brancos decide ir para lá e os negros decidem acertar as contas por séculos de escravidão e preconceito.
A capa tem elementos do conto A Savana que eu só percebi após ler. 
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                                                                  Sobre o autor:

Nascido em 1920, no Estado de Illinois, nos Estados Unidos, Ray Bradbury é um dos mais conhecidos autores norte-americanos contemporâneos. Romancista, contista, ensaísta, dramaturgo, poeta, argumentista, já publicou mais de 500 títulos. Vencedor de diversos prêmios literários e traduzido para diversos países, entre suas obras destaca-se o romance Fahrenheit 451, publicado em 1953 e transformado em filme por François Truffaut, famoso diretor francês, em 1966.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Na seção infantil da biblioteca

Eu fui um dia desses lá na Biblioteca municipal e fiquei lá vasculhando com a Tamara, aí ela disse: "ITALO! ITALO! NÃO ACREDITO! UM LIVRO DO LINIERS". Ficamos lá por pouco tempo mas lemos alguns livros infantis. Eu nunca tinha andado muito na seção infantil, eu na verdade nem lia livrinhos para crianças porque eu estou na época dos Young Adult, etc... Mas prometi a mim mesmo que ia voltar lá e voltei hoje depois da aula.
(pufe super confortável me convidando para sentar e ler)
Estou começando a gostar bastante de livros para crianças ou pelo menos que tenham crianças na história, como O Oceano no Fim do Caminho, que li recentemente e que irei fazer resenha, me aguardem.
(alguns dos poucos livros infantis que eu li)
O plano é o seguinte: ir para a biblioteca pelo menos uma vez na semana e pegar alguns livrinhos e ler lá mesmo.
Eu não sou muito de meta de leitura, mas talvez eu faça uma e inclua livrinhos para criança.
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Assista a versão cinematográfica de Coraline.
Assista a versão cinematográfica de Alice no País das Maravilhas.
Assista a versão cinematográfica de Onde Vivem os Monstros.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dica do dia: Enriqueta y Fellini - Liniers

Essa tirinha eu conheci por acaso quando minha irmã me deu o recorte de uma, porque eu gosto de colar figuras na parede do meu quarto. De início, eu gostei bastante. Aí eu procurei mais e vi o quanto maravilhoso era.
Se trata de tirinhas sensíveis e reflexivas, na qual vemos uma menina muito inteligente chamada Enriqueta que gosta bastante de ler (um dos motivos para eu gostar ainda mais dela), e um gatinho chamando Fellini (inspirado no nome de um diretor), que é um amigão. 
(às vezes estou só, às vezes não)
Enriqueta é uma menina bastante sozinha, mas tem seu gatinho. Gatos são uma companhia agradável, quem tem um sabe. As tirinhas são em espanhol, mas é um espanhol bem leve, dá para traduzir.
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Conheça o blog pessoal de Liniers clicando aqui.
Tag do tumblr com tirinhas do Enriqueta y Fellini

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ser invisível é bastante vantajoso

A narrativa  desse livro é tida através de cartas. Você se sente um amigo distante do Charlie. São capítulos curtos.
O livro conta a história de Charlie, um garoto solitário que acaba de entrar no Ensino Médio e tem que encarar uma adolescência solitária e monótona. Ele entra em uma escola nova, na qual é taxado de puxa-saco do professor por ler todos os livros que ele passa. Acontece que Charlie descobriu que gosta de ler (e quem não gosta?)
Charlie é bastante desajustado e um tanto quanto excluído.
Só que em um belo dia, ele resolve assistir a um jogo de Futebol americano e reconhece Patrick, um garoto engraçado de uma de suas aulas. Ele resolve falar com ele e puff, Sam aparece. Foi amor a primeira vista (até eu me apaixonaria pela Sam).
Foi em uma festa com direito a maconha e tudo que Charlie flagra uma coisa porém finge que é invisível, que nunca viu aquilo.
"Ele é invisível. (...) Você vê as coisas. Você guarda silêncio sobre elas. E você compreende."
Acontece muitas reviravoltas, amores não-correspondidos e a frase mais que perfeita que eu já li:
Nós aceitamos o amor que achamos merecer.
Dizem que o livro bom é o que desperta vários sentimentos em você. Esse livro me surpreendeu, me deixou alegre, me deixou triste em algumas vezes e indignado em outras. Charlie é um bom irmão, um bom amigo, só não é bom namorado (essa é pra quem leu). Me fez até rir!
 (adoro essa parte)
Quando eu li esse livro, eu podia jurar que naquele momento, eu era infinito.

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Assista a versão cinematográfica aqui
Já ouviu falar da Charlie Booklist? Saiba mais!


Sobre A Culpa é das Estrelas + modinha

Eu não tenho preconceito literário. A pessoa pode ler Crepúsculo a vontade, Augusto Cury, etc... O que importa é que está lendo. Sério. Se você lê até uma revista tá bom. Mas o terrível é quando pessoa lê A Culpa é das Estrelas e não se contenta, tem que fazer chororô nas redes sociais dando spoilers terríveis. O Facebook se tornou uma arma de spoilers, atirando pra todo lado, pá pá pá.
O livro se tornou alvo das pessoas, ou seja, virou modinha. A maioria das pessoas consideram todo tipo de modinha ruim. Não é. O livro não é ruim, minha gente.
Quando eu peguei esse livro para ler, eu não tinha ideia de que era uma modinha. A única coisa que eu sabia era da linguagem sarcástica da Hazel, e que se tratava de uma menina com câncer. Eu achei isso uma temática bastante interessante.
Outro exemplo interessante,  é A Menina que Roubava Livros. O livro vendia até na Revista da Avon. O livro é lindo, segundo as 1001 resenhas que li dele.
Vale a pena vencer o preconceito.
Okay?
Okay.
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Confira a resenha da Michelle sobre A Culpa é das Estrelas aqui.
Confira a resenha da Gaby sobre A Menina que Roubava Livros aqui.